02 de agosto de 2026 · tudo medido neste dia
Seis sistemas construídos. Um em produção contínua, quatro prontos e parados na porta do primeiro usuário, um nascendo hoje. Nenhum parou por defeito técnico — e essa frase é o motivo desta página existir.
Estágio é medido, não declarado. Produção = roda sozinho e alguém usa. Funcional = roda, passa nos testes, ninguém usa ainda. A distância entre os dois não é técnica.
| Sistema | O que é | Estágio | A prova, medida |
|---|---|---|---|
| Kernel EGOS | A governança que roda sobre todo o resto — ~70 verificações antes de cada alteração existir | produção | 3.954 alterações · 940 arquivos de teste · guard de dado pessoal 69/69 |
| Motor jurídico nome a definir |
Radar diário de falência e recuperação judicial + gerador de peça que confere cada fato contra a página | funcional | 649/652 testes · 9.391 processos · 1,59 mi de movimentos · alerta por OAB no ar desde 29/07 |
| Eagle Eye | Radar de licitação pública que guarda o trecho literal do edital de cada critério | funcional | 80/80 testes · 200 editais reais processados |
| EGOS Atende | Um motor de atendimento para vários clientes — cliente é configuração, não cópia do sistema | funcional | ~30 ferramentas · 3 canais · 34 arquivos de teste |
| Carteira Livre | Marketplace de instrutor de trânsito autônomo, sobre a mudança de regra de 2025 | funcional | 562/563 testes · 134 páginas · ~250 rotas |
| Cabe IA? | Diagnóstico honesto de 7 dimensões — o veredito pode ser não cabe ainda | nasceu hoje | motor determinístico 17/17 · função pura, sem modelo no caminho que decide |
Não é o setor — tem falência, licitação, autopeça, autoescola, transparência pública. É a mesma regra por baixo de todos, e é ela que se vende, se ensina e se repete em domínio novo:
A máquina não afirma nada que não consiga apontar onde leu. Quando não consegue, ela para e chama uma pessoa — não chuta.
Numa análise real de 553 páginas, o sistema gerou 445 afirmações e uma conferência adversarial derrubou 57. Nenhuma caiu por invenção — caíram por imprecisão de leitura, e foram corrigidas antes de virar peça.
O detector de dado pessoal brasileiro roda em dois décimos de segundo: 69 pass · 0 fail. E o número real é três vezes maior do que o nosso próprio registro afirmava — o que abre a conversa sobre por que este sistema desconfia até dos próprios documentos.
Um comando pede à constituição que se audite. Ela responde com 167 regras e termina listando, pelo nome, as 10 que ainda não consegue fazer cumprir. Não é slide dizendo "temos governança".
Em ordem de proximidade. O que tem data tem data porque foi medido, não porque soa bem.
O painel de status do site parou de mentir hoje — três cartões diziam "ONLINE" e dois dos serviços não respondiam. Falta o radar de licitação: o endereço público serve a versão anterior ao pivô de julho, e quem clica vê pior do que está pronto.
Rodar o cabe IA? em três empresas, sem cobrar, para produzir três relatórios que façam alguém perguntar "como você sabia disso?". Pelo menos um precisa terminar em não cabe ainda — é esse veredito que constrói a confiança que nenhum vendedor constrói.
Uma página por ator político, montada só de fonte pública, com o prompt à vista, o modelo à vista, e o direito de contestar com o mesmo destaque do que se contesta. Sem ranking, sem voto, sem inferência. Construir agora, publicar depois: a propaganda eleitoral começa em 16/08, e lançar dentro da campanha é o pior momento do calendário.
Copiloto de chão de fábrica: a câmera entra primeiro gravando quem sabe, não vigiando quem trabalha. Vira procedimento vivo com tempo medido e confirmação a cada passo. O registro que ele produz é a evidência que a nova norma de segurança do trabalho passa a exigir.
Marketplace de instrutor: desligado por custo com zero usuários, pronto para voltar em dias. Atendimento multi-cliente: dois comércios já operaram e estão pausados por decisão. Nenhum dos dois precisa de código novo — precisa de alguém do outro lado.
Isto não é uma vaga nem uma proposta de investimento. É a lista honesta do que trava, e cada item trava por falta de uma pessoa — não de tecnologia. Se algum deles for você, é uma conversa de quarenta minutos, e ela é de graça.
Uma empresa de TI que venda para o governo, um comércio que atende por WhatsApp, uma oficina que perde o mecânico bom. Não é venda — é alguém disposto a usar e reclamar. É o que falta em quatro dos seis sistemas.
Uma autorização para uso comercial de base pública judicial está escrita desde 17 de julho e ninguém enviou. Um parecer eleitoral trava o projeto de transparência. Trabalho de advogado, não de programador — e quem entrar mexe direto na ferramenta, sem tocar em código.
O motor jurídico não tem nome comercial. Todo documento interno usa um espaço em branco há semanas, e isso trava contrato, domínio e site. Parece pequeno; é o item mais barato e mais bloqueante da lista.
O piloto de transparência começa em Patos de Minas. Precisa de gente que saiba quais fontes existem de verdade, o que o Diário Oficial publica e o que a Câmara esconde no rodapé de um PDF. Conhecimento local vale mais que qualquer coletor.